Conheça quais são os mitos sobre o catalisador

A peça automotiva foi uma importante inovação tecnológica inserida no Sistema de Exaustão Automotivo. É responsável por reduzir em até 98% a poluição causada pelos automóveis. Os gases da combustão, altamente tóxicos, afetam diretamente a saúde e qualidade de vida das pessoas.

O catalisador foi desenvolvido na década de 70 por montadoras americanas, mas chegou ao Brasil vinte anos mais tarde por conta do  Programa de Controle da Emissão Veicular (PROCONVE).

O texto a seguir é uma reprodução da entrevista de Stephan Blumrich, vice-presidente da fabricante de catalisadores Umicore, ao Canal da Peça sobre alguns mitos e verdade da peça.

P: Os catalisadores são totalmente eficientes contra gases poluentes do motor?

R: Verdade. O catalisador promove a conversão de 98% dos gases poluentes (hidrocarbonetos, monóxido de carbono e óxido de nitrogênio) em substâncias inofensivas à saúde.

P: Luz da injeção acesa indica problemas com catalisador?

R: Mito. A origem da indicação de problemas com o motor por meio da luz amarela de alerta indica muitas vezes problemas de alimentação (injeção e bicos), ignição (velas, cabos, bobinas), ou também ao sensor de oxigênio (sonda lambda). Para se ter o diagnóstico adequado, é necessário realizar o protocolo OBD – expressão em inglês On Board Diagnostics, que significa “diagnóstico de bordo”, para identificar o código de falha correto.

“Os veículos já são dimensionados para utilizarem o catalisador, que depende de outras peças para funcionar apropriadamente. Por isso, é essencial realizar a correta manutenção e uma revisão a cada 10 mil quilômetros ou conforme descrito no manual do fabricante. O uso de combustível adulterado e óleos lubrificantes inadequados ou de má procedência são outros fatores que podem comprometer sua eficiência e durabilidade”, explica Stephan Blumrich, vice-presidente e diretor da Umicore.

P: Remover o catalisador aumenta a performance do veículo?

R: Mito. A retirada desregula o sistema de injeção eletrônica e a contrapressão do sistema de escapamento, poderá haver assim perda de rendimento e aumento do consumo de combustível.

P: Sem a inspeção obrigatória, não é necessário verificar o catalisador?

R: Mito. Dada a importância do catalisador, deve-se realizar a inspeção e manutenção regular. A peça pode apresentar falhas em virtude da baixa qualidade do combustível, além de ser um sinal de problemas de ignição, por isso a inspeção do catalisador por meio da leitura dos gases é essencial.

“O catalisador é projetado para ter uma vida útil de, no mínimo, 80 mil quilômetros, e os motoristas devem tomar algumas atitudes para não comprometer a durabilidade quanto o funcionamento do componente. Novamente, é importante reforçar a atenção à qualidade do combustível, a necessidade de revisões periódicas e de inspeção veicular anual. É bom para o bolso do motorista e o meio ambiente agradece”, finaliza o executivo da Umicore.

Você pode conferir o texto original em: https://www.canaldapeca.com.br/blog/3-mitos-sobre-os-catalisadores-automotivos/

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